Implante dentário, consórcio, nova modalidade de financiamento

Nas últimas décadas observa-se uma busca constante por um corpo perfeito,  e uma crescente parcela da renda está sendo destinada a tratamentos estéticos; a beleza tornou-se um quesito importante até mesmo para alcançar crescimento profissional.

Nesse panorama, o implante dentário que alia a estética com a saúde, virou um sonho para muitas pessoas. O maior fator limitador para a realização dele até bem pouco tempo atrás era o custo.

Essa situação começou a mudar a partir de 2009 com a autorização do Banco Central para  criação de consórcios para cirurgias plásticas e implante dentários. Mais e mais empresas vem oferecendo consórcios e financiamentos para as pessoas que desejam fazer um implante.

Dados da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) mostram que clientes que utilizam esse tipo de consórcio saltou de 99 em 2009 para mais de 4.000 esse anos. Grande parte das pessoas usou o consórcio  para tratamentos de saúde e estética, cirurgia plástica, colocação de próteses de silicone e implantes dentários. Os consórcios para saúde (implantes dentários inclusive) somente podem ser oferecidos por empresas operando no mercado de consórcio. Duas dessas empresas são a Rodobens e a Consórcio União.

No entanto, o uso de cartas de crédito ainda encontra resistência de dentistas que se colocam contrários ao procedimento, alegando que o implante dentário não é um bem de consumo e que a pessoa geralmente não poderá escolher o profissional que irá realizar o serviço e sim a operadora do consórcio. Esse é um posicionamento válido mas será que é adequado para os tempos atuais, onde as faculdades de odontologia colocam no mercado milhares de novos dentistas a cada ano e ocorre um achatamento generalizado de preços ?

Acho que é questionável ser contra o uso de cartas de crédito para fazer um implante odontológico. Demanda por implantes há (vide a quantidade de clientes lesados com a Imbra), falta(va)  o crédito para que os clientes tenham acesso. E o consórcio veio exatamente atender essa demanda.

Quanto a questão que um implante dentário não é um bem de consumo, nós concordamos e também com a posição que o cliente deve ter toda a liberdade de escolher seu dentista. Por isso, ninguém é obrigado a se associar a um consórcio e eles não são a única opção de pagamento parcelado para implantes dentários - existem financeiras oferecendo linhas de crédito com juros relativamente baixos para implantes dentários e cirurgias plásticas.

Apenas a título de exemplo, em um consórcio para um crédito de serviços de 15 mil reais as opções com 192 participantes, em 36 meses, a primeira parcela é de R$ 512,14 ou em 48 meses com parcela inicial de R$ 394,25, ou ainda de 24 meses com parcela de R$ 726, 32

Cada vez mais é necessário que os profissionais da odontologia não só acompanhem sua área profissional como também a economia e o mercado financeiro brasileiro… É possível que as maiores “revoluções” nos consultórios e clínicas venham dessa área no futuro !